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Escuta Clássica

Início / Períodos da música

Os períodos da música clássica

Um mapa rápido para situar cada obra do guia no tempo. As datas são aproximadas: os estilos mudam aos poucos, e muitos compositores atravessam mais de um período. Abaixo de cada época estão os compositores do guia que pertencem a ela.

Esta seção é a base de uma futura história da música clássica, com textos mais longos para cada período.

até c. 1400

Idade Média

A música escrita do Ocidente nasce na liturgia cristã. Primeiro, o canto gregoriano, a uma só voz; depois, a partir dos séculos XII e XIII, as primeiras experiências de polifonia, em que duas ou mais vozes soam juntas. Ao lado da música sacra havia trovadores e músicos populares, cuja música quase não foi registrada.

Marcas do estilo: Melodia a uma voz (monofonia) e início da polifonia; Textos em latim, ligados à liturgia; Ritmo guiado pelas palavras.

No guia: Hildegard, Canto gregoriano.

c. 1400 a 1600

Renascimento

A polifonia vocal chega ao auge: várias linhas independentes, equilibradas e transparentes, em missas, motetos e madrigais. A imprensa musical espalha partituras pela Europa e a música instrumental, para alaúde, teclado e conjuntos de violas, ganha espaço.

Marcas do estilo: Polifonia vocal equilibrada; Música sacra (missas, motetos) e profana (madrigais, canções); Surgimento da música instrumental independente.

No guia: Byrd, Dowland, Palestrina.

c. 1600 a 1750

Barroco

Nasce a ópera, e com ela a ideia de que a música deve expressar afetos. Uma linha grave contínua sustenta a harmonia, e surgem as grandes formas instrumentais: concerto, sonata, suíte. É o tempo de Monteverdi, Vivaldi, Bach e Händel.

Marcas do estilo: Baixo contínuo; Contraste entre solistas e grupo (concerto); Fuga e contraponto; Nascimento da ópera e do oratório.

No guia: Monteverdi, Allegri, Pachelbel, Corelli, Couperin, Vivaldi, Telemann, Rameau, Bach, Scarlatti, Händel, Pergolesi.

c. 1750 a 1820

Classicismo

Clareza, equilíbrio e forma. A melodia acompanhada substitui o contraponto denso, e se consolidam a sinfonia, o quarteto de cordas, a sonata para piano e o concerto clássico. Viena é o centro, com Haydn, Mozart e o jovem Beethoven.

Marcas do estilo: Forma sonata; Frases regulares e equilibradas; Orquestra padronizada; Piano no lugar do cravo.

No guia: Haydn, Mozart, José Maurício, Beethoven.

c. 1820 a 1900

Romantismo

A expressão pessoal passa ao primeiro plano. A orquestra cresce, a harmonia se torna mais rica, surgem o poema sinfônico, a canção de arte e o virtuose como estrela. Ao final do século, o nacionalismo leva o folclore de cada país para a música de concerto.

Marcas do estilo: Expressão individual e emoção intensa; Orquestras maiores e mais cores; Música programática e poema sinfônico; Nacionalismos musicais.

No guia: Rossini, Schubert, Berlioz, J. Strauss I, Glinka, Mendelssohn, Chopin, Schumann, Liszt, Wagner, Verdi, Franck, Smetana, Bruckner, J. Strauss II, Borodin, Brahms, Saint-Saëns, Carlos Gomes, Bizet, Mussorgsky, Tchaikovsky, Dvořák, Grieg, Rimsky-Korsakov, Fauré, Elgar, Puccini, Mahler, Nepomuceno, R. Strauss, Dukas, Sibelius, Rachmaninoff.

c. 1890 a 1975

Século XX

As certezas do sistema tonal se rompem em várias direções: o impressionismo de Debussy, o ritmo de Stravinsky, o sistema de doze sons de Schoenberg, o neoclassicismo, o folclore de Bartók e Villa-Lobos, o jazz em Gershwin. Nunca houve tantos estilos ao mesmo tempo.

Marcas do estilo: Novas harmonias e escalas; Ritmo como força principal; Diálogo com o jazz e o folclore; Pluralidade de estilos.

No guia: Debussy, Scriabin, Vaughan Williams, Holst, Schoenberg, Ives, Ravel, Falla, Respighi, Bartók, Stravinsky, Berg, Villa-Lobos, Prokofiev, Orff, Mignone, Gershwin, Copland, Rodrigo, Shostakovich, Guarnieri, Messiaen, Barber, Albinoni / Giazotto, Britten, Ginastera, Bernstein, Piazzolla.

c. 1975 até hoje

Música contemporânea

Ao lado da vanguarda, ganham público o minimalismo, de pulsação repetitiva e transformação lenta, e uma música espiritual e despojada vinda do Leste Europeu. Compositores vivos continuam escrevendo para orquestras, coros e conjuntos de câmara.

Marcas do estilo: Minimalismo e repetição; Retorno a sonoridades tonais; Mistura com outras músicas.

No guia: Górecki, Pärt, Reich, Márquez.

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